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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Série Rios de São Paulo: Rio Tamanduateí, um rio de muitas voltas! Parte 01

Começo essa série com intuito de mostrar a todos um pouco mais dos rios paulistanos, dos quais muitos encontram-se poluídos, mas que ainda são alguns dos marcos da maior metrópole do país. Gosto muito desses rios e mesmo poluídos, eu os admiro pela imagem diferente e exótica que eles formam por onde passam.

Tamanduateí, em tupi, quer dizer "rio de muitas voltas". O curso original do rio Tamanduateí explica esse nome. Onde atualmente se encontram a Avenida São João e o Vale do Anhangabaú, por exemplo, o Tamanduateí fazia uma curva de sete voltas antes de se encontrar com o seu afluente mais importante, o Anhangabaú (o rio do mau espírito). O rio Tamanduateí nasce na Serra do Mar, dentro do Parque Gruta de Santa Luzia, em Mauá e deságua no Tietê em São Paulo, em frente ao Complexo do Anhembi.

Sua bacia hidrográfica possui 320 km².

Seu principal afluente era o Rio Anhangabaú. Esses rios jazem hoje sob a cidade junto com a cultura indígena que os denominou. Não que fosse possível urbanizar São Paulo sem interferir na sua rede hidrográfica. Mas outras vias de interferência eram possíveis e talvez até mais plausíveis.

O Tamanduateí parece comportar-se de forma rebelde contra a concepção de progresso que o transformou num bueiro a céu aberto, depósito de todo o lixo social em perímetro urbano. Canalizado e poluído ele corre com maior velocidade procurando o rio Tietê para desaguar. Sem ter por onde se espraiar, sem encontrar os remansos que continham sua ânsia de desembocar, ele enche e invade impiedosamente a avenida do Estado que corre ao seu lado.

Como um muro aquático, o rio Tamanduateí cravou uma fratura no território da cidade. O Tamanduateí criou hiatos na comunicação entre o leste e o oeste, sulcando a descontinuidade entre a planície da zona leste e a colina histórica, no centro velho da cidade, onde os jesuítas construíram a primeira capela, rezaram a primeira missa e fundaram a vila de Piratininga, marco inaugural de São Paulo.

Até o início da construção do metrô, nos anos 70, desenhou a topografia do poder: a riqueza nas terras altas e a miséria nas baixas. No lado oeste, numa colina triangular, concentrava-se a cidade dos templos cristãos, das confeitarias com nomes franceses e dos sobrados imperiais. No leste, ficavam a várzea, as enchentes e os terrenos pestilentos. As terras altas, a começar pela colina histórica, no centro, perderam destaque e charme há muito tempo. Ficou a pobreza, que transbordou para todos os lados.







O rio nasce dentro do Parque Ecológico Gruta de Santa Luzia, em Mauá no ABC Paulista, portanto, as fotos a seguir são do parque em geral. Parque que teve seu paisagismo projetado por Burle Marx.

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3. Rio Tamanduateí, um rio que nasce com águas cristalinas! Vocês verão alguns "canais", pequenos córregos durante o thread. Estes tem suas nascentes em áreas de mata muito fechada, para serem preservadas, as quais dão origem ao rio Tamanduateí mais adiante.


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Fora do parque

21. O primeiro foco de poluição. Isso, a metros do parque.


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23. Vista para a entrada do parque.


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25. O Tamanduateí começa a crescer.


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O rio chega em Santo André

30. Um skyline da cidade a partir da Avenida do Estado. A via "corre" sentido contrário ao rio, assim como as marginais dos rios Tietê e Pinheiros, tendo início em sua respectiva foz e fim próximo à nascente.


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(Fotos de um outro dia)

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(Fotos de um outro dia)

35. O rio começa a entrar em territórios paulistano e sulsancaetanense. São Paulo à esquerda e Santo André à direita.


36. São Caetano do Sul à esquerda e São Paulo à direita. (Vista no sentido contrário da ponte/pista que eu estava, por isso a inversão de lados)


No próximo thread sobre o rio Tamanduateí, vou mostrá-lo na divísa com São Caetano e inteiramente, até sua foz, em território paulistano. Espero que tenham gostado. Comentem, deu trabalho para fazer, rs. __________________http://lucaschiconi.blogspot.com/

1 comentário:

  1. Eu imagino o trabalho que deu, no meu blog eu utilizei o YouTube, e tomei a liberdade de postar este trabalho pois você como eu está preocupado com o meio ambiente. Ah! Não deixei de te dar os créditos pelo trabalho.

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